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janeiro 31, 2018

PLC


Ano passado entre vários tarefas, tumultos internos e externos, estudos, clínica, formação, etc. Me aventurei num curso de extensão da Ufba. Estudo do pensamento de várias mulheres, na perspectiva do lesbo-feminismo. Muitas outras companheiras que se entusiasmaram com esse tema, daqui de Salvador,  de outros Estados e cidades, se encontraram na plataforma virtual moodle da Ufba.
Lá tínhamos os fóruns de discussão das pensadoras, biblioteca compartilhada, livros e lançamento de eventos ( sim tivemos uma jornada presencial no PAF 1, da Ufba), e principalmente o envolvimento com faces do feminismo construído no séc XX e XXI. 

Imersão em e sobre afetos, performances, feminilidade, construtos sociais, teorias lésbicas, violências, feminismos, interseccionalidade, artes, educação, deficiência, capacitismo...

Pensamos a partir das autoras Miriam Pilar Grossi, Adrienne Rich, Jasbir Puar, Judith Butler, Audre Lorde, MH/Sam Bourcier, Gloria Anzaldúa...
As trocas eram entre nós em cada grupo, safo, labrys, velcro, lesbos, e outros nomes sugestivos, onde rolavam os debates. Construção final num artigo científico ou vídeo performance como TCC. 
Escrevi sobre Mães hétero e Filhas lésbicas, questões e tensões de família, gênero e orientação sexual. 
Assim que possível e autorizado, disponibilizo cá.

Não vou conseguir transmitir por aqui, os significados vários, amplos imensos desse mergulho sáfico. rs. Mas que foi uma jornada deliciosa foi sim.




Pra quem achava que parei com minhas militâncias.... Elas só foram se afunilando de uma espiral maior pra desejos mais diretivos.

janeiro 29, 2018

do medo e outros confettis

Análise do medo
da sexualidade orgulhosa
no planalto: crucifixos
na boca do povo: lascívia de samba-enredo
esbórnia ideológica
carnaval na tríade samba-suor-cerveja
produção de devires
do desejo.
Assim até eu gosto.
febril e felizmente

amor e outros confettis
só depois da quarta de cinzas
fragmentos
se houverem.



Análise de crise(s)

Difícil é Ser
em Estado teocrático
manipulação legitimada
a farsa teatralizada, e
televisionada.
Globeleza nos corpos, e nos pensamentos comuns
banalidade do órdinário
mais vale uma bunda que rebola, que
pensamento em movimento; ação que concretiza.
Crise do eu, do sou e do somos
equação da depressão política.
Manifestação do ridículo emplumado, envernizado,
e amestrados, os títeres repetem;
mentiras óbvias, relinchos cuspidos, becos sem saída.

vociferar nas ruas,
ou repetir o scrip neoliberal
eis a questão.
Haverá amanhã, pra nascer feliz?

de nossos corpos dóceis
de cabeças embotadas,
esvaziadas.
rebolations, simulacro cultural
fedor que se espalha.
Nós somos paródias
nas manchetes do outmundo
risíveis.

Análise das desrazões
no Brazil faz de contas
pois a crise pode ser cega
da razão
mas nos pega no bolso,
e no sentimento ambíguo;
"Tô fazendo merda, mas..."
é que crise não é só política,
é também cognitiva e emocionada.
E nesses tempos, emblemática
dos vícios
e padrões
que não dá mais pra descer.



janeiro 17, 2018

Tenho me servido
frequentemente, de verdades bêbadas.
antigamente, quando eu era outro eu;
mais antiga, displicente e talvez aberta
as verdades jorravam, afoitas por dizer, por expressar
por subirem à tona
muito longe de ser superficial
 e nem ao menos pensava no medo,
intuia: escrevia.
Alguém me disse que a simplicidade
era o mais alto grau de sofisticação.
Nunca duvidei.






ruído rápido

Continuo aqui, mas mais presente nos meus cadernos
PORÉM..
há brincante por toda parte,
angustiante nada, cansada um pouco
mas nada que interfira:
um mais outro é poesia
mais/menos é poesia
trocados por outros trocados,
e trocos de outros pormenores
continuam grandes e maiúsculas,
 porradinhas urbanas
que nem são foram pequenas.

Ontem escutei alguém falando de quem eu era
parecia alguém tão conhecido,
quase reconheci,
será meu destino
me parecer comigo: (?)
E à menor dúvida, retornar aos hábitos horrorosos
 { haverá pistas, atalhos, sabedoria? }

Retomando, de modo caymmi,
que é o meu modo
ao blog

umas vontades aletórias e urgentes de cuspir, arder,
não fazer sentido,
barulhar
marulhar
cócegas
e desvios aos desvãos.



vem vão e virão...

 ariscas, urgentes. Cadernos e mais caderninhos sendo escritos.
Nem tanto aqui, mas a escrita sempre em contínua impermanência.
Não deixo de dizer o que digo, só não tem sido público..rs

janeiro 13, 2018

Mad World (e 80's)




Digam o que quiserem, mas os anos 80' são os melhores de todos os tempos.
(Nem nunca vi pessoas mais loucas) Ou mais gays.
rs.





tente não (só) ver, mas ouvir.   e se transportar por mundo de ombreiras, batom lilás, jaqueta, cabelo armado, brega chic,...

janeiro 05, 2018

Bela Lugosi's Dead

Essa talvez seja a melhor tradução dos meus sentires. "Quem achar que me conhece..." não me conhece de verdade até ouvir essa música. E mesmo o Bauhaus sendo a banda que é, com tantas que gosto, nenhuma tem mais a ver comigo, com todas essas reticências enevoadas que esta. Essa música; e este filme adicionado à música, são obra prima de arte. Mais, mas eu não sei elogiar mais ou como do que já fiz.
Algumas coisas nunca mudam. Ainda bem.


Nem nada tão sensualmente romântico.  Nenhum adjetivo é pouco aqui.

junho 17, 2017

outros uns.


 Sentia e,
Sentir era a melhor forma de saber
E saber, era a menor forma de captar
 e depois disso, só dúvida.
sentindo.
Acordando.
Wake up
Wurry up
Dont worry

Uns querendo, somos nós
Uns urgindo
rugindo
somos nós
ultimamente temos sidos nós
sem querer
uns sendo, uns somos
só nós.
somos nós
Sem querer, qse pedindo pra não.