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maio 23, 2013

Sidarta Gautama, Espiritualidade, e a Autonomia de Ser

Herman Hesse escreveu sobre Sidarta, Jack Kerouac também, Mahatma Gandhi se inspirou nele para fazer a revolução indiana, que libertou o povo da colonização inglesa.
Mas ele não fez panelaço, nem barricadas, não jogou bombas de efeito moral, não fez guerrilha armada, mas fez revolução.
Até hoje, pra mim, se mantêm uma mítica de quem foi Sidarta, o homem, antes de ser Buda, o mito. E a “bondade” esse significado que o acompanha... De onde vem?
É alcançado com muitos anos de meditação até o nirvana..? Pode ser visto em algumas pessoas que fazem árduo trabalho social? Pessoas que abrem mão de tudo, de si mesmas, de posses, bens materiais, pra se dedicar a outro(s)? Será que nele mesmo, não havia a dúvida interior que o acompanhava sempre, a despeito de tantos caminhos a seguir... Para ensinar o dharma pelo país, e se dedicar à verdade, ele abandonou a família, o filho, e seguiu fazendo o que a consciência lhe pedia. Se um psicólogo fosse analisar do ponto de vista do sistema familiar e a desintegração desta, ele não teria tanto mérito, mas dizem que é preciso um grande coração pra se desapegar duma micro sociedade, a família, e se pensar na macro sociedade, o povo. Se alguém me perguntasse, não vejo como pode um precisar mais que de outro, e a anulação vinda de um, em sentido micro, anularia a maior, qual é a importância que é soberana? Uns sobre outros. Ou estou me apegando aos detalhes, e não enxergando o sentido amplo, que abrangeria a todos nós, se ele não tivesse caminhado só, em sua busca.

E como ele pôde conciliar a luz e a sombra interior, nossa capacidade de ser empático, de ter alteridade com os demais, ao mesmo tempo em que somos egoístas...?
Seria preciso evoluir por muito tempo ainda, utilizar o karma em diversas vidas, pra se traduzir numa vida espiritual virtuosa. E a virtude já é outra dúvida, e outras indagações, pra cada afirmação e resposta, tenho outras tantas perguntas que não cessam.

A vontade de potência, ou de poder, como fica essa necessidade individual e universal da constância do tempo, e que independe de tudo, ao mesmo tempo em que envolve tudo, em sua força e movimento incessante, a própria criação, destruição, renova-se, e repetição da vida, a realidade das coisas... Independe também de nosso fluxo particular, e mesmo espiritual, ou todos e tudo estariam imersos no mesmo fluxo de natureza desconhecida e voraz em que a espiritualidade também participa; o círculo que movimenta a nós todos e a toda natureza interior e exterior...


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