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agosto 21, 2013

Dom Quixote

Só mesmo um personagem como este e uma história como esta, para nos exporem à nossa própria e invencível contradição: queremos a sensatez que nos protege, mas não resistimos à loucura que arrebata. E, por isso, inventamos a arte, que nos permite experimentar a loucura sem correr o risco de irmos parar num hospício.
Ferreira Gullar em comentário sobre Dom Quixote de la Mancha 


"Era meio Dom Quixote, não que fosse cego para a verdade, mas insistia em enxergar bondade, onde os outros se recusavam a ver".

  
Acho que somos um pouco como Dom Quixote:
certas ilusões são mais fortes que a realidade.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Sim, nefelibatas, amor. Mas tudo que é realizado, tem antes um princípio sonhador. Um ideal a cumprir. Mas é antes ideal, eu acredito. O sonho é lugar primeiro de onde tudo virá. Se se perde isso, perde-se então tudo.
      E sobre os doentes mentais, que se encaixariam Artaud, Estamira, Dom Quixote e outros, já é estigma demais num termo. Ninguém precisa de paternalismo. Infantilizam-se os sonhos e as faltas. Se pensarmos nas pessoas pelas faltas que não estão no padrão, então somos todos deficientes de algo. E nefelibatas, com muito prazer.

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