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setembro 24, 2013

Antídoto Afrodisíaco


O prazer tem princípio no neocórtex central, depois atravessa as paredes do cerebelo, as glândulas pituitárias apitam, gemendo e evoluindo nosso sistema de recompensa! Uma densidade fabulosa na substância cinzenta se espalha feito vírus benéfico de Eros na corrente sanguínea, atingindo um clímax mirabolante dentro da célula.

Mas como burlar os obstáculos da moral cristã enfadonha?
Bulindo com a exuberância do puro Id, atrevido e devasso, que ultrapassa as fronteiras morais puritanas, rumo à glória libertina e libertadora,         
oh, doce perversão.
Para uma castidade ingloriosa e repressora,
só o antídoto do Id em seu luxuriante despudor, 
o princípio do prazer é, em si, o seu próprio fim.
Fim e começo das comichões de regozijo dos neurônios, em polvorosa.
Até o núcleo da célula mais vulgarzinha: estremecimento!         
Todo o corpo sapiens sapiens cintila à prazer.

Ah! O DNA humano quando goza de si mesmo, é divino.



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