Páginas

setembro 15, 2013

Gozo do Verbo

O gozo dos psicanalistas
é o gozo do verbo
é egoico, é egoísta.
O psicanalista não quer concluir,
a conclusão deve ser evitada, e
seu gozar está intimo do retorno à origem.
A fala (ou o falo) primordial: é o gozo do verbo que é infinito!
Se alguma ínfima pista nos conduzir ao derradeiro fim do discurso,
(um fim da análise)
uma possível resolução do problema, o gozo é interrompido.
Melancolia e tristeza extensionada ao corte do discurso:
se o verbo não diz,
o analista dirá: "Não gozarás!"

O analista só é ser gozante quando ejacula
as reminiscências nas palavras (verborrágico é o outro)
O seu horizonte existencial é o vazio de subsistência, sua angústia autoreguladora
e seu gozo múltiplo.
Silmultâneo ao discurso, regulador e gozador, o analista gozará orgasmicamente
com a falta que o preenche.
De vazio em vazio, saltando as ausências, e por sobre os desejos reprimidos,
gozará o psicanalista deste tortuoso humor...?
Eu tentei, mas não consegui reprimir. Gozei.

3 comentários:

  1. Do imaginário, simbólico, real às metáforas, metonímias e significantes...

    ResponderExcluir
  2. Risos... Risos... Agora imagine só um terapeuta atendendo um psicanalista, por acaso, nada mais que o acaso intolerável. Enquanto isso... O terapeuta de forma muito reta e sem muitas tantas metáfora ou significados outros para dar ao objeto exposta, pontua as estratégias para lidar com a tal realidade conflituosa. Abre essa realidade com lentes amplificadoras, denomina, esclarece, educa... Intervém, propõe, se envolve sem medos ou angustias, simplesmente está ali. Por vezes, até para trazer pontuações de sua própria vida, algumas estratégias para ser um possível modelo para ampliar mais a questão. E o terapeuta como paciente de um analista, o que será que tudo isso daria? Terapia ou análise? Ou uma terapianalise? ;) risos... Beijos, Lisandra

    ResponderExcluir
  3. Acho que gozo a todo tempo que respiro. Um discurso irrequieto me induz (ou será conduz???) a mim mesmo num diálogo sem fim. Prazeres e gemidos da palavra dita ou escrita, como poesia que liberta!

    ResponderExcluir