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setembro 08, 2013

Molduras

Barro é a miscelânea de terra que nos forma,
que une a massa é o desejo do que pode vir a ser;
jarros, cabaça, moringas.
Realizava num molde de desassossego,
um ser que tendia a querer o improvável
pisava nos acertos como quem diz
a aprendizagem está no lapso. Imperfeito.

E nelas inverteu as virtudes.
Dissimulou as vontades,
Vadeava as deixas
Corrigia prudências
Sacralizava vícios normais.
Quem era este, o brincante das palavras.
Desfabularizava.
Oleiro é um burlesco dos moldes.

Um comentário:

  1. "No tempo do barro se faz o rodo da vida. É, o rodo! Porque vasculha cantos de água empoçada, como se violassem represas de almas, que escolhem a rigidez da forma em pretérito esquecimento da beleza de sua sensibilidade aplicada ao molde." (Escrevi isso um dia aí... guardei a sete chaves porque achava que estava maluco. malucos os dois, pois, mas sensíveis! hahaha)

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