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setembro 03, 2013

Sonho

Numa tribo ou comunidade indígena, eu e mais outro tínhamos um papel a desempenhar: recolher animais mortos,
entranhas e partes destes, e por numa gruta, um local subterrâneo, na boca de um "sapo" enorme e disforme; ser que parecia ruminar esses restos e transformá-los num tipo de adubo, que reciclava-os para voltarem de outra forma à Natureza.

Nós passávamos por algumas provas (provações), antes,
uma escalada não tão alta por uma parede vazada como rede em pedra, com água embaixo. Passei por essa prova e vi quem não conseguiu ficar atrás de mim. Pensei por um momento em ajudar, mas depois desisti e me concentrei em terminar a minha própria.
No momento de entrar na mata, e buscar os restos de animais, eu senti a profundidade da tarefa, e o sentido sagrado dela pra mim mesma, e pra o grupo. Mas nas duas tentativas não concluí. A primeira vez, a lembrança falha (tive outro sonho anterior, e mais vago), é turva, e creio que perdi-me em processos meus que tomaram tempo demais, e sem relação com a tarefa, me desviando do propósito original.

Na segunda e última tentativa, busquei focar no objetivo, e até guardei a imagem de um lagarto coberto de musgo, de olhos vidrados, inteiramente verde e macio, que pus no compartimento da roupa pra isso, e uma cobra gigante morta, mas que tinha nela algo ainda vivo e que mexia, cortei a cabeça e parte do interior entranhado, e ainda um outro animal que não recordo, e que pendurei no pescoço/ ombro. Mas lembro que queria levar uma grande quantidade, e abarrotar-me, isso fez com que não percebesse a noção do tempo passar outra vez, para uma vaidade pessoal, e com o tempo, a finalização da tarefa.
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Sonho, logo, interpreto.
Interpretei e guardei.