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outubro 21, 2013

Come as you are

De uma batida, pulsante, um espaço
intermitência,
é insistência

e essa inquietação
eu conheço muito bem.
Quem não ousa traduzir seu nome
Porque não há nomes o bastante
e se houvessem, mesmo,
 seriam impronunciáveis.
A única chance, é seguir instintos inomináveis.
Sim, gostaria de poder acalmar fúrias internas
mas estas, são as fagulhas que pulsam,
lampejo da essência reverberante.
E mesmo no caos, há lógica.
Compreensão, apreensão
só não há calma, é na calmaria pra alma.
Implicâncias,  justificâncias... insignificâncias
Eu vou doer como você.
Como ela dói. Vim pra doer.
Se tormentas acontecem, porque tem de acontecer
que efeito placebo, inócuo seria o apaziguamento.
 O tempo limítrofe entre o entendimento e a absurdez     
Não me faltam caminhos, há de sobra, o que falta                                           é o equilíbrio de não tropeçar.
Interromper tentativas.
Todas elas tropeços,
todas elas corretas,
todas, 
traduções de quem somos.

*Gregory Colbert photo

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