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outubro 08, 2013

O Caleidoscópio Mágico

Eu vivo num tempo outro, que não é nenhum dos três tempos conhecidos, eu vivo num tempo que só se alcança e escorrega,como água, ou areia, quando se está distraído.
É isso. Sem nada pensar e tudo a sentir. Mas me pergunto se meu transbordamento não cabe nesse tempo, e nem nesse deslimite. Então eu invado, outros tempos e outras atmosferas. Feérica, diluída, translúcida.
E esses mares revoltos que me dominam às vezes, eu também sei dominar. Por impulso, momentânea. Denomino a força maior à meu favor, e renasço, deslizando sobre as ondas. Se a maré é boa ou outra, não sei, nada sei.

Nada só. Nado em múltiplos desvairados. Só a capacidade inata de me transfigurar em mar. Oceânica.
Se levantar uma pedra, ali estou. Se olhar uma estrela lá em cima, lá estarei;  no verde de uma planta, os poros respirama, respira ama, em cada célula, em cada átomo, em cada interconectivida: respira e ama.

Um comentário:

  1. Há uma vertente, dentro da magia, que indica que estamos aqui, ali, acolá, sistemicamente interligados em nós mesmos em várias dimensões simultâneas. Como se estivessemos em todos os possíveis paralelos. Acredito nisso: invasores e invadidos.

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