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novembro 28, 2013

MST - Recanto da Paz

Trabalho e vivência dentro do assentamento Recanto da Paz,(na época ainda como acampamento) no Recôncavo baiano, em que o foco de trabalho é dentro da Agroecologia, e reúne estudantes e profissionais de Geografia, História, Psicologia, Engenharia Ambiental e Sanitária, Direito Social, Ciências Sociais, Jornalismo, e outros.
MST trabalha em parceria com o NEPPA (Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias) e tem as atividades de Educação Popular, Promoção à Saúde, Produção Agroecológica, Rádio comunitária, Formação da Juventude espelhadas na organização do próprio Movimento.
Agroecologia, e Economia de Subsistência, e ainda a Agricultura Familiar, são respostas às práticas do Agronegócio capitalista, e se baseiam em práticas de trabalho coletivo, igualdade de gêneros e distribuição de tarefas, de união e partilha de sua economia, plantio e trabalho com a terra, desenvolvimento de sistemas políticos e rurais. Dentro de cada comunidade, com acompanhamento de base periódica e permanente, escola e educação popular dentro da própria estrutura do MST, e etc.
Essas são fotos que tirei enquanto participante do grupo e integrante das atividades, oficinas e reuniões no Recanto da Paz - MST .






































3 comentários:

  1. bacana saber que projetos como estes existem de fato!! Varias áreas e saberes trabalhando, trocando, contribuindo e se complementando mutuamente, juntos! Muito se fala em (inter)(trans)disciplinaridade, mas vê-lo em ação e melhor ainda poder fazer parte... das experiências únicas!

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  2. As lentes fotográfica devem gravar momentos inesquecíveis, e esses das imagens acima são um resumido de momentos de alegria, luta, ludicidade e militância, que acontecerão em um assentamento de reforma agraria do MST, realizado pelo NEPPA e que proporcionarão momentos de muita emoção, momentos que mereceram serem eternizados, Valeu Sol!!
    ASS.: Grasi

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  3. Grasi! Ali em cima eu já havia posto, uma descrição breve, pra localizar as pessoas do que se trata aqui. Tudo que fizemos no MST começa e termina com o NEPPA, está correto.
    Pensando no que a grande maioria da mídia vende como verdade, sobre os ‘baderneiros’, ‘arruaceiros’, ‘vândalos’, e cia, achei necessário por a descrição juntamente com as imagens, pois sei que a associação dos termos ao MST nada tem de real, por tudo que vimos e vivenciamos lá. O direito à terra é um direito pleno, cívico, de todo cidadão poder plantar e cuidar de sua família, garantindo o sustento com dignidade. Ao se retirar isso, retira-se a sobrevivência de muitas famílias.
    Vejo isso como afronta aos direitos humanos básicos, e se por vias legais o INCRA não auxilia nessas questões como deveria, ou se a Reforma Agrária ainda vai levar muitos anos pra ser implementada, então a ocupação de latifúndios abandonados, e outras formas de manter o cultivo da terra, a garantia de sobrevivência deve ser priorizado.
    Trabalhar com as crianças essas questões, é vital pra que elas entendam o valor desse trabalho, da importância da terra pra toda a comunidade,e comecem a ter consciência política sobre o que lhes é negado, retirado, e distorcido pela comunicação de massa, o MST é ORGULHO pra mim de ser um movimento vivo que se opõe na prática ao capitalismo, ao mesmo tempo que reflete a miséria desse sistema, por mais que eu não concorde plenamente com tudo que é realizado, levo em conta esse princípio que rege toda a estrutura, como bem maior a se alcançar e manter.
    O futuro do MST depende de como vamos atuar junto com essas crianças, como vamos intervir em melhorias e na formação delas, pra garantir esse futuro. E o que eu puder fazer pra divulgar esse trabalho bonito de construção em parceria, eu farei.

    “Afagar a terra
    Conhecer os desejos da terra
    Cio da terra propícia estação
    E fecundar o chão”

    O Cio da Terra – Milton Nascimento.

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