Páginas

novembro 10, 2013

quereres.

O que eu não gosto é do bom gosto.
 Não gosto do bom senso.
Não, não gosto dos bons modos.

Eu gosto dos que tem fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem

Senhas - Adriana Calcanhotto.

2 comentários:

  1. Baylartrand, um dos poucos filosofos celtas, escreveu: "Há contrariedade suficiente nestes tempos para caber tantos gostos adversos." - E isso foi a 1.500 ac.C.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Creio que a música de Calcanhotto pode ser interpretada de muitas maneiras.
      Eu não duvido que as melhores pessoas, as mais instigantes e geniais, são as pessoas inquietas.
      Intelectualmente inquietas. Insatisfeitas.
      Judith Butler era considerada uma "adolescente-problema".
      Eistein era "mau aluno'.
      E muitos, mas muitos, outros.
      É claro que ele seria "mau". E é claro que ela seria igualmente "problema". O que existia na escola, no ensino, não dava conta da inquietação por saber. Ou por entender.
      E o que é explicado, é muito pouco. Sequer dá conta de responder o mínimo.
      E esses não param de perguntar, de questionar, de duvidar.
      É óbvio que vão causar problemas, porque ainda não sabem como respondê-los.
      E vão constranger aos professores ou autoridades, porque questionar põe em cheque o conhecimento até então, e as próprias autoridades nestas.
      Isso exige pensar e bastante, inverter lógicas estabelecidas, reformular idéias, subvertê-las, ampliando as possibilidades.
      O que serve aqui em pensares, serve também em sentires, transponha e também é.
      Não conheço realmente este filósofo, mas ele deve estar se referindo a outra coisa. É preciso ver o contexto de cada. E talvez em 1.500 a.c fosse um pouco diferente de hoje em dia.

      Excluir