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dezembro 09, 2013

A Civilização Invencível do Submundo

Este não é um assunto menor. Muito menos ignorável, pois elas estão em toda parte feito vírus.
Onde você menos esperar, lá está a praga; rastejante, escondida, pronta pro ataque.
Ela tem o sistema mais evoluído da cadeia alimentar, atingiu o ápice da escala darwiniana. E creio, quase cerveja pitagórica, que suas antenas são um canal de comunicação alienígena, conectado a outros planos e dimensões invisíveis, que nem sonhariam os reles humanos, pobres diabos.

A capacidade de adaptação ao ambiente mais hostil, é digno de estudos mais profundos pela academia, e acima disso, a tenacidade de sobrevivência, aliada à ferocidade bestial: quase imortalidade cyborg.
Sim, ela é ferocíssima; e ilustrando com exemplos, tente correr dela e observe o resultado.
A lei da física aplicada às baratas: você corre, ou seja, se desloca deixando atrás de si, um vão de ar, um vácuo atmosférico, que dentro da lei da física de Yerik Koprofiev, resulta na excitação e dispersão de nêutrons, elétrons, prótons e fótons, criando um campo magnético favorável e diretivo nesta espécie, que se orienta pela vibração dos objetos e seres, da transmissão dessas ondas táteis, e por fim, a localização e mapeamento do espaço físico. Um sistema complexo em que mesmo decapitadas elas conseguem se evadir com agilidade de sempre. E cada barata fêmea é capaz de superpovoar seu apartamento com ninhos de ovos num único mês, a malignidade mutante é infinita. 

Uma mostra da habilidade adaptativa a qualquer ambiente, é na chamada barata-de-pau (Sarcophaga putrifactus asquerus). Esta subespécie apresenta esse nome popular porque tem uma carapaça dura como pau, e um tamanho extra-large size, unida à cor marrom pálida.  Quase impossível é exterminá-la. 
Experimente arremessar algo pesado como um tijolo, ou ainda uma bigorna, e estes se quebrarão em pedaços, enquanto a dita cuja foge incólume e impune! 

Ore pra todos os seus deuses, jogue macumba, ou pule de um pé só sobre pregos na chuva, o escambau a quatro, e nada adiantará. Ainda não inventaram armas nucleares de extermínio, potentes e devastadoras em escala Richter o suficiente para esmigalhar, dizimar, em partículas de  pó cósmico esse inimigo. 

Talvez a providência divina tenha outros planos para nós através delas. Deixando a ciência e o cientificismo de lado, e indo por planos mais holísticos, ela existe, (e vive) para nos lembrar do submundo. 
Da participação intensamente ativa da proliferação do lixo, da escória, dos dejetos inúteis. 
Nos lembrar de que facilitamos seu habitat imundo e fétido, e que somos tão desprezíveis quanto elas, a quem desprezamos e depositamos a culpa, da inflação nacional, do PIB baiano, da derrota do vicetória, da queda do preço nas bolsas Nasdaq, Bovespa, Daslu, e LOUIS VUITTON da madame ali, das aftas às hemorróidas da vida. 
Tudo é culpa delas, pois não admitimos o fato amargo e indubitável: somos nós as baratas.  

Epílogo curto, porém esclarecido, e que outros tiveram ainda menos.

2 comentários:

  1. Acredito que todas as formas de vida devem ser respeitas, menos as BARATAs, elas merecem o completo extermínio.

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