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janeiro 31, 2014

As portas




"If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as truly is, infinite.

There are things that are know and things that are unknow; in between are doors."
William Blake 
Consciente, inconsciente e outros possíveis paralelos..

Sí sí..

                                           ¨Aunn¨ q nada... O chakra do baixo hemisfério ~

janeiro 30, 2014

Alguém me disse, há muito tempo atrás
que a gente deve amar primeiro
as falhas, erros e defeitos
grandes e pequenos.
E que amando assim, verdadeiramente,
é fácil, depois disso, amar a pessoa inteira.


(E eu queria tanto lembrar quem foi..)

Uma busca, um achado; e desejo reencontrado

Olhar enevoado,
neblina pra turvar os traços,
quando o sorriso é tão triste..
Como se fizesse um grandessíssimo esforço pra sorrir.
Sorrisos mentem.
E mentem bem.
Lágrimas mentem também ?
Quem foi que afirmou, advogou sobre a dissimulação dos órgãos?
Esqueça o corpo. O corpo não importa.
Os corpos até se parecem, um após o outro.
A mente também mente. No que se fiar de garantia...
Quebra de protocolo (traveiz)

Eu vou atravessar sua carne, sua pele, seus filtros todos,
suas defesas, as maquiagens,
e chegar até você.
Ver você.
Atravesso os oceanos, os pântanos e as montanhas;
tudo será de um só fôlego, e a persistência cega, obstinada.
Vou chegar até você, e quando chegar,
como ave exausta, molhada, magra, descabelada,
que não parou nem pra beber ou comer,
pois que a fome ou a sede são as mesmas;
percalço pelo entendimento claro, translúcido, do que você é.

Para isso me torno toda olhos, e quando achar que não, ainda estou olhando.
Olho com meu corpo inteiro, insegura, tentando, tateando, aquilo que pode ser.
Só paro quando encontrar.
Morrerei tentando. Mas não morrerei; antes disso eu encontro..
O que procura, me pergunta de soslaio, com seu olhar mudo.
Capturar o fugidio.    Vislumbrar seu segredo.
Eu quero o encontro das'almas.  




Escrever é isso, chorar sem dor.
Um alívio.
´Por enquanto.

janeiro 23, 2014

Vencer...


O que é vencer...? E quem quer isso,
pra que serve;
O único a vencer nesta vida, é seu inimigo interior
esse animalzinho que rói, rói
gostoso e á vontade. A vontade de vencer
é a bobagem da vez. Inventam dessas coisas
pra desassossegar a gente. Tirar a paz como se tira o pó.
Vencer. Essa mínima contém o lema banguela
de uma gente que dá ré achando que é progresso.

Um regresso, uma emboscada, essa cilada.
Eu tento falar sério, mas não me ouvem.
Aí eu fico muda, e prestam atenção.
É com essa voz silenciosa que eu te digo, suave;
vai devagar
vai devagar
vai devagar, que o sereno é o relâmpago dos sabidos.


janeiro 21, 2014

Asgarda



Na Ucrânia, um país onde as mulheres são vítimas de tráfico sexual e opressão de gênero, um novo grupo de mulheres empoderadas está surgindo. Auto denominadas "Asgarda" (fazendo referência à Asgard, a morada dos deuses nórdicos), essas mulheres buscam autonomia em relação aos homens.
Em um acampamento de verão para 150 mulheres de idades variadas - as mais novas tem 14 anos - elas revivem tradições tribais das Amazonas. Como em um clube de luta, as Asgardas praticam artes maciais, ensinadas pelo mestre de karatê soviético Volodymyr Stepanovytch, e treinam com armas medievais.
Elas desenvolvem competências para a vida em um projeto educacional (social, cultural e marcial) para mulheres. Elas aprendem sobre arte popular, saúde, esporte e ciências.
Segundo a idealizadora do projeto, Tarnouska, a ideia surgiu por desejar a autonomia das mulheres ucranianas. "Eu queria que as garotas ganhassem confiança para serem elas mesmas, e não apenas esposas silenciosas que trabalham em casa abrindo mão de seus próprios sonhos - como muitas de nossas mães e avós fizeram sob domínio dos soviéticos" Ela explica.

Site do grupo> http://asgarda.webs.com/ 



  The Woman WARRIOR

They claimed to be the kings of the forest,
But destroyed the balance of the universe at the same time.
They used to be the sun  burning in the sky,
But  the dust and the clouds no longer let them shine.
While they have abused their power,
I can still sing the mysterious song
And let them drown in the endless wonder,
With the secret I have hidden.
I tell you, the world,
I am the woman warrior.
The moon has become my mien,
The snow has turned to my skin
The flowers are my makeup,
The nightingale sings my voice,
And the poets resides in my hearts.
In the blazing fire,
I mix my courage with the molten iron.
Then forge the swords with my strength.
In the clear water,
I cleanse my spirit and my mind.
Then the stars point me the way to the future.
I tell you, the world,
I am the woman warrior.
The ancestors have given me the wisdom.
The nature has taught me the lesson of respect.
We rely on each other,
But we are still independent.
Now you understand,
Why I stand firm to guard
The territory belongs to us.
Because I am a woman.
I am the woman warrior.

janeiro 19, 2014

Coralinda

Não sei se a vida é curta ou longa pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que  transfere o que sabe, e aprende o que ensina. Cora Coralina
                                                                                                                HQ de Bruno Aziz.

janeiro 13, 2014

Sapere Aude

E se, ao invés de escombros, de tempestades e intempéries;
a eutanásia da inquietude.
Nos recusássemos os desastres que nos causamos..?
Nos atreveremos a mudar os padrões, nos beliscarmos, acordarmos-nos.
O Nirvana pessoal e intransferível.

Ousemos.

Minha Árvore

Pesquisando sobre a Árvore da Vida, entre muitos textos referentes ao cristianismo, encontro esse aqui, que me lembrou trabalhos feitos anos atrás, com um grupo de mulheres que participei -Transformare, fazendo nossa biografia em setênios, cada setênio dividido em escritos, pinturas, trabalhos manuais, e exposição em roda, com Vânia M. na  Lagoa das Cores. Ultimamente, tenho voltado a este símbolo por muitas razões, (uma delas é estar próxima dois anos de completar o quinto setênio... ).
Na alquimia, a Árvore da Vida é formada por um eixo central, composto pelas três substâncias, e pela roda dos quatro elementos: Fogo, Terra, Ar e Água.
Este eixo central pode ser entendido como as três partes principais de uma árvore: a raiz,  associada ao Sulphur;  o tronco, associado ao Sal; e a copa, associada a Mercurius .
Da mesma forma, também é possível relacionar as três substâncias aos sistemas do corpo. Sulphur (raiz), representa o sistema digestivo; Sal (tronco), refere-se ao sistema circulatório, apoiado pelos sistemas circulatório e urinário, sendo que o primeiro se relaciona com a copa, e o segundo com a raiz. Por fim, Mercurius (copa), representa o sistema linfático.

Durante o desenvolvimento de uma pessoa, a Alquimia considera três estágios iniciais, os setênios, relacionados à Arvore da Vida: de 0 a 7 anos, a ênfase está na Raiz; dos 7 aos 14 anos, no Tronco; e dos 14 aos 21, na Copa. Dos 21 aos 28 ocorre uma integração dos sistemas, e a partir daí, até os quarenta e nove anos, um terço da existência física se completa. A partir dessa etapa, a cada sete anos, os sistemas seguem um ritmo de auto regeneração.
Já os elementos, definem o movimento em torno do eixo central. Fogo e Terra, na região da raiz. Ar e Água na copa, e todos os quatro elementos no tronco. A Árvore precisa da dinâmica dos elementos para crescer e se desenvolver: de uma terra fértil, da luz e ar, e da água. A Árvore se alimenta a partir das raízes levando o alimento pelo tronco até os galhos e ramos. Cada substância tem seu próprio movimento, assim também a árvore da vida: na raiz a contração; no tronco a estabilização; e na copa a expansão.
Tirado de Taoquimia.Net

janeiro 09, 2014

Beauvoir

Musa !
Nem as mulheres são as mesmas, nem o feminismo ou a filosofia. 
Livros, assim como as bruxas e os gatos, foram à fogueira. Livros e as idéias "degeneradas", 'subversivas". 
Enquanto nos limitamos em padrões, em conceitos, ou no visível, nos encurtamos de visão.
Enquanto que as idéias são armas sem violência, são revolucionárias das possibilidades,
nos expandem pra longe dos horizontes, amplidão, o infinito. 

Gostaria de achar o filme sobre os dois, Les Amants du Flore..
Café de FloreSaint-Germain-des-Prés, faltando as cigarrilhas

Tempo de Estio

Um verbo auto impositivo, silenciar.
Quando você está sozinha, é natural, mas quando está acompanhada... Percebo que o silêncio incomoda às pessoas, algumas. Um olhar silencioso, uma função que olha.
Pretendi à mim mesma, guardar um pouco os conteúdos, observar mais, silenciar um momento.
Tem um propósito mais sério pra mim, que é transformar internamente. Transformar os conteúdos que ouço, que percebo em volta e o retorno em mim. Frear os impulsos. Isso é realmente um exercício sobre- humano, já que meu sentir muitas vezes é quase uma ação; tão simbióticos que são unidos. 
Este é um exercício pra vida inteira. E noto, que as pessoas percebem e aguardam de mim algumas respostas. Respostas, talvez, que eu não saiba dar. Ou que não possa ou queira, agora. 
No fim, esse silêncio observador, que captura os significados, pra internamente movê-los, deslocá-los, digeri-los, e saírem de outra maneira, ou num momento adiante ... envolve a todos. 
Quando se silencia com propósitos, impele no outro uma expectativa. O movimento de aguardar. Um tempo de espera. No silêncio também comunicamos. 


janeiro 07, 2014

Pureza


E a beleza tá detrás dos zóio
A beleza tá pra quem a percebe,
Beleza é quem a veste 
                (distraídos sabemos!)

Algodões

Muito aprazível ...rs

Das coisas boas que gosto de aprender e dividir, é viajar e conhecer. Da etimologia é conhecer, o ato de se apropriar,  me dizem que que é "agarrar com as mãos". E há ainda outras maneiras de se conhecer. Eu quis conhecer saboreando, tocando, conversando, e capturando tudo, não com as lentes que não conseguem agarrar as memórias. Conhecer o lugar e os moradores. Conhecer mesmo, entrar na casa, comer, conversar, e que eles também querem e gostam - como se faz no interior. Isso é valorizar o lugar e as pessoas de lá. Segunda vez que vou em Algodões, e levo Tamara pra conhecer: dos pães de Rose, -uma mineira de lá (não quis tirar foto, pra manter pequenino e artesanal, certa ela!) Dos pastéis naturais de Nai e Gaston, da noite no Boqui da Zezé, de dia no Aycha.  Outras pessoas, os curitibanos e a conversa filosófica- política no quiosque, a natureza de lá... O tempo na lentidão de seus moradores, os siris e grauçás, os bem-te-vis e o galo dos terrenos, a tartaruga no mar (?!) os bichinhos que encontramos.
Não é só conhecer um lugar, passar por ele, tirar fotos... Pois eu quero deixar algo meu lá também.         Deixar minha passagem,  fazer um agrado que seja.
O lugar é simples, pequenininho. O lugar é idílico.

De brinde, pra cada pessoa que conheci e me acolheu, de formas diversas, eu fiz doce de manga verde(só serve verde pra ficar azedinho) também o doce de cajú - tiramos tudo do pé, lá mesmo. Pra seu Zé Carlinhos, que nos chamou pra ficar em sua casa, não como hóspedes,  porque ele disse que se não conseguíssemos outro local, podíamos ficar lá no espaço; e sua esposa Suami. (É assim mesmo que escreve?)