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janeiro 07, 2014

Algodões

Muito aprazível ...rs

Das coisas boas que gosto de aprender e dividir, é viajar e conhecer. Da etimologia é conhecer, o ato de se apropriar,  me dizem que que é "agarrar com as mãos". E há ainda outras maneiras de se conhecer. Eu quis conhecer saboreando, tocando, conversando, e capturando tudo, não com as lentes que não conseguem agarrar as memórias. Conhecer o lugar e os moradores. Conhecer mesmo, entrar na casa, comer, conversar, e que eles também querem e gostam - como se faz no interior. Isso é valorizar o lugar e as pessoas de lá. Segunda vez que vou em Algodões, e levo Tamara pra conhecer: dos pães de Rose, -uma mineira de lá (não quis tirar foto, pra manter pequenino e artesanal, certa ela!) Dos pastéis naturais de Nai e Gaston, da noite no Boqui da Zezé, de dia no Aycha.  Outras pessoas, os curitibanos e a conversa filosófica- política no quiosque, a natureza de lá... O tempo na lentidão de seus moradores, os siris e grauçás, os bem-te-vis e o galo dos terrenos, a tartaruga no mar (?!) os bichinhos que encontramos.
Não é só conhecer um lugar, passar por ele, tirar fotos... Pois eu quero deixar algo meu lá também.         Deixar minha passagem,  fazer um agrado que seja.
O lugar é simples, pequenininho. O lugar é idílico.

De brinde, pra cada pessoa que conheci e me acolheu, de formas diversas, eu fiz doce de manga verde(só serve verde pra ficar azedinho) também o doce de cajú - tiramos tudo do pé, lá mesmo. Pra seu Zé Carlinhos, que nos chamou pra ficar em sua casa, não como hóspedes,  porque ele disse que se não conseguíssemos outro local, podíamos ficar lá no espaço; e sua esposa Suami. (É assim mesmo que escreve?)

2 comentários:

  1. Ir de encontro a lugares que guardam novidades, mistérios, belezas,saberes. Viajar reatiça sabores de outras andanças. Tantas outras andanças, que jorram lembranças e reavivam antigas e novas surpresas. Cores.Quando encontramos pessoas que vivem e transbordam simplicidade no olhar, gente de carinho e gentileza que nos mobiliza por aquilo que tanto nos falta e faz falta em nosso cotidiano e o quanto é bom, e o quanto nos aproxima de um pouco de "humanidade". E o canto dos pássaros, cedinho, vários, variados cantos de grilos e sapos anunciando a melodia que rege o amanhecer e o cair da noite. Quando me falou em irmos pra Algodoes, o nome em si, despertou minha curiosidade. Daí fomos. De ferry, de bus de lancha de taxi. Chegamos. Num quintal, alguns dias, chuvas, chuviscos e muito sol no ar, no mar, azul-verde-turquesa, o contemplar, dos pães bonitos, cheirosos, saborosos, caprichadinhos quentinhos..huum e os pastéis. Acho que sim colhemos e recheamos nossa bagagem de novas experiencias e acho que seu docinho foi um símbolo gostoso de reconhecimento e agradecimento pela oportunidade de conhecer algumas dessas pessoas que preenchem o local de simpatia e amor pela forma com que se dedicam e se relacionam com o viver...

    É Suani, mas fica a graça, os risos, e gargalhadas da sanha, Assanha, Ossanha?

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    1. A recompensa é o reconhecimento no olhar. É um carinho mudo e enternecido.
      Aquele "obrigado" sentido é o nosso retorno.
      Antes a gente possa falar menos de si, de feitos próprios, e méritos, pra saudar o outro.
      Aliás, faço aqui, essas palavras como um presságio pra este ano, que ao invés do costumeiro si mesmo, se ponha o outro como expoente, o valorizar, o valorar: seu amigo, seu companheiro(a), um recém conhecido... recuperar, enriquecer e cativar o outro. Faço disto um sentimento pra ir adiante e além.
      E caminhemos...

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