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abril 09, 2014

Tristes Trópicos

Há algumas semanas, quinhentas (ou mais) pessoas, marcharam nas ruas de SP com saudades da Ditadura.
Ao invés de só ler essa notícia, ainda recente, e seguir com coisas cotidianas, também importantes, eu parei e, na verdade, ainda penso nisso.
Desde os novos reacionários - fantoches, Bolsonaro e Feliciano et all, relacionar os fatos incontestáveis do florescimento -e fortalecimento- da direita no Brasil. A bancada política evangélica, e cristã, deputados e senadores organizados em siglas de partidos que os representam. Nem é preciso dizer o quanto se relacionam à essa marcha; a direita, o militarismo, e as religiões acima.
Desde a ditadura estamos escavando, rememorando, e divulgando erros do passado, em livros, documentos, provas de tortura, de prisões, de exílios...
Todos registrados em película, tratados, gravações, as provas pra fixar na memória, um pouco, à esse povo esquecido de sua História. E como no passado, muitos bocejavam, desatentos aos fatos, ao desenrolar desse Brasil que repete lentamente, triste essa mesma litania.

Com a diferença fundamental que, naqueles tempos, existia uma esquerda engajada e organizada atuando agressivamente no contra-controle do status quo. Hoje, estagnados. Desorganizados. Ou em partidos frágeis e pior; individualistas até o tutano dos ossos. Onde estará nesse século do desprazer e desalento, um Lamarca, ou Mariguela pra nos inspirar...

E ainda me pergunto, se a ditadura, (não aquela que lemos no jornal, ou vemos nas telas e documentários, mas esta outra que vem surgindo, no mesmo caminho) acabou mesmo.

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