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maio 07, 2014

As Bruxas de ontem, e hoje.

Aproveito o ano novo pagão pra ler e refletir um artigo. Bruxaria é uma religião das mulheres e para mulheres especialmente, mas não apenas. Ser íntegra refere-se a reconhecer os aspectos do masculino e aceita-lo como parte integrante; a cooperação diz respeito à nossa totalidade, mas jamais à uma submissão ou desrespeito. A Religião da Deusa, onde a mulher pode espelhar seu feminino, todas as suas nuances e fases, sua fecundidade, seus ciclos funcionam e são como os da Grande Mãe, nossa Natureza é a mesma Natureza em redor.  É seu corpo, seu espírito, fluidos e fluxos que se mimetizam na mesma dança sagrada. A isso eu chamo de Sagrado. A nossa sacralidade de fluidez.

O texto abaixo reconta parte do que sabemos das histórias das bruxas, mas acrescenta que ainda existem outras mulheres que torturadas, perseguidas, execradas socialmente, e finalmente mortas; continuam a existir e a incomodar - hoje em dia, século XXI. Onde reina ignorância, a maldade e injustiças vão imperar. Mas não por muito tempo.
Mulheres, e, mulheres bruxas, feiticeiras, artesãs, são meu orgulho, pelo simbólico que representaram no passado, hoje e no futuro como resistência e exemplo. 

"Num passado não muito distante a história nos remete a lembranças de mulheres sendo caçadas, torturadas física e psicologicamente, confessando o “crime de bruxaria” e sendo condenadas á morte na fogueira. Intolerância e fanatismo religioso foram ingredientes “mágicos” para perpetrar esta caçada, mas havia outros ingredientes temperando esta convulsão social, a sociedade patriarcal e o machismo eram sustentáculo da situação, as vitimas não eram mulheres à toa, mulheres que não se enquadravam no estereótipo da sociedade facilmente eram vistas com maus olhos, pela sociedade e igreja, ambas intensamente investindo na morte da religião da Deusa e qualquer resquício do matriarcado.
Não havia espaço no mundo para nenhuma mulher que não se submetesse, nem para nenhuma mulher que renegasse a fé que demonizaria qualquer outra fé, não havia espaço para nenhuma mulher que pudesse contar as novas gerações que nem sempre havia sido daquela forma…
A estimativa é de que entre 40 mil a 100 mil execuções foram realizadas entre os séculos XV e XVIII, na Europa e Colônias americanas. As acusações surgiam sempre de um suposto malefício, poderia ser uma doença, tanto de pessoas como de animais domésticos, problemas com a colheita. Normalmente as acusações eram de participação de Sabás ou prática de curandeirismo, acusações que bastavam de uma testemunha para proceder, ou seja, poderia ser o próprio acusador, que alvejava as acusadas dizendo que elas eram causadoras de infortúnios devido a suas artes mágicas.
As acusadas eram sempre alguém do convívio do denunciante, normalmente subordinadas, ou em posição social inferior, era muito comum serem alvejadas mulheres que não condiziam com a ordem social vigente: Mulheres que traíam seus maridos ou que não haviam se casado mesmo com idade avançada, curandeiras, viúvas, judias, alcoólatras…"  


Completo em As netas das Bruxas
What´s So Scary About Smart Girls ? New York Times discorrendo numa variação do mesmo tema.

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