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maio 08, 2014

Sociedades Matriarcais

Homens, energia masculina, e patriarcado são três coisas distintas. 
Homens enquanto gênero, energia masculina sendo algo abstrato e subjetivo, pois é pessoal e volúvel, fluido - em mulheres e homens. Ambos podem apresentar energia masculina, assim como no Yin e Yang. Já o patriarcado, refere-se a dominação e poderio, propriedade e subjugo, das formas mais veladas às mais expostas. 

Desde que Lilith se recusou a deitar-se embaixo de Adão, numa metáfora clara, de limite à subordinação, e sua subsequente "troca" pela submissa Eva, houveram no Cristianismo muitas outras trocas semelhantes, de símbolos, ritos, e práticas do paganismo. De uma religião fundamentalmente matriarcal e feminina, da Deusa e Deuses, para uma religião nova e essencialmente patriarcal, de homens e mulheres inclusive, para um Deus, e sua trindade masculina, sem lugar para as mulheres, e destituída da representação que a original tinha, e sua sacralidade, instituindo assim um novo modelo de apropriação de signos e símbolos pagãos, de redirecionamento de ritos e rituais, desprovidos do significado primeiro. Arrendamento e confisco de terras, vergonha de sua sexualidade e controle religioso e político desta. Através do Cristianismo, novas práticas através de culpa, submissão, pecado, temor e pudores reorientavam homens e mulheres, antes de sexualidade e espiritualidade livres de controle, exclusão, e encarceramento mental de suas qualidades intuitivas, emocionais, espirituais.

Acredito e sei que há homens - independente do que energeticamente vibrem - que entendem sensivelmente essas mudanças, e a opressão por outros homens e mulheres, e se esforçam por minimizá-la. Homens parceiros, aliados, que nos ajudam a interferir no sistema de dominação por entender e extender o valor, a importância da cooperação, e da ligação ao sagrado na Antiga Religião da Deusa. 

Aqui imagens e verbetes sobre atuais comunidades e sociedades matriarcais. Há também muitos outros exemplos no reino animal; estas sociedades são pontuadas pela cooperação e pacificidade de seus integrantes. Ainda não é o ideal, meu e de outras/outros, mas são exemplos concretos em realidade de que como antigamente, isso ainda é possível. 

 



Artigo completo e imagens retirados em Hypescience

What´s So Scary About Smart Girls ? New York Times discorrendo numa variação do mesmo tema.

Um comentário:

  1. Um pouco mais sobre o patriarcado, domínio, repressão...

    E o retorno(a luta, o resgate) " A Deusa" ao " Sagrado Feminino"...

    À comunhão...

    Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o conseqüente desequilíbrio global atual. Os homens - como gênero - não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”. Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.

    Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas(...)

    Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado. Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global. Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.

    Mirella Faur

    Retirado do blog Teia de Thea - http://www.teiadethea.org/?q=node%2F92

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