Páginas

junho 19, 2014

Clarice,


Aos que gostam. E aos que gostam de ler. Um dos capítulos fala sobre ser chamada de bruxa, e o convite pelo qual foi formalmente à Bogotá num excêntrico Congresso sobre Bruxaria. A saída da família da Ucrânia pela devastação da guerra bolchevique-os inúmeros pogrons, o recomeço no Brasil, sua infância no Recife, o início na literatura,  uma retrospectiva histórica dos tempos no Brasil, a história entre cada publicação dos livros, e sua necessidade de pertencimento, e muitas (possíveis, prováveis) especulações sobre ter nascido para curar sua mãe, uma profunda reflexão e um estudo de sua vida.

Clarice, uma biografia de Benjamin Moser,  em uma entrevista à Ed. Cosac Naify.


5 comentários:

  1. Sol, o que a Lispector quis dizer com a frase "a ausência do Deus é um ato de religião"?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Erika, acho que não sei responder isso... Li um tanto desse livro, mas são muitas páginas ainda por vir, e mesmo que eu leia tudo dela, ainda não saberei. Clarice é incapturável. É líquida, porosa. Feérica. ela escreve em paradoxos...
      Em Água viva ela fala de Deus. Das Naturezas...
      Em G.H. ela engole o interior da barata porque é a conexão com o divino. Ela é um monstro assustador às vezes, encantador em todo o mais.
      Vou ler, porque não posso deixar de fazer isso. Se tiver uma pista - o mais provável, é que me encha de mais dúvidas das que já tenho. Te digo, conversaremos..

      Tem uma parte bonita aqui, que ela diz "Só falarei se não puder evitar que isso aconteça, mas falarei sobre a magia do fenômeno natural, pois acho inteiramente mágico o fato de uma escura e seca semente conter em si, uma planta verde brilhante.
      (...) Mágico também é o fato de termos inventado Deus, e por milagre, Ele existe".

      Excluir
    2. Vou procurar o contexto da frase. Dentro de um contexto em que a frase está... Porque pra além do sentido de religião, ou de Deus, tem uma lógica muito coerente. É uma afirmação lógica, até da criação do divino pelos homens. Ao mesmo tempo que ela -judia- não confirma nenhuma instituição religiosa.
      Esse sentido de sagrado é clariceano.

      Excluir
  2. É realmente complexo. É uma escrita cheia de intuição cósmica. E agora ando distante desse modo de interpretar o mundo. No entanto, nunca deixei de admirar este viés interpretativo.

    ResponderExcluir
  3. Parece que Clarice Lispector tem sua própria cosmologia.

    ResponderExcluir