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julho 30, 2014

Saber das coisas.

O homem (a humanidade), tem consciência sobre as coisas. Do passado, do agora, e se predispõe a querer saber do futuro.Os animais são seres sencientes, ou seja, eles sabem do que os rodeiam, sentem, pressentem e respondem a isso de modo organizado, adaptativo e sofisticado. Não consigo conceber o domínio sobre outros seres, animais, conscientes ou sencientes em sua imensa variedade, como se lhes pertencessem. Como se fossem seus "donos". Sartre disse, em seu livro*, que a ação de uma pessoa carrega nela mesma o correspondente à humanidade inteira.
Entendo isso como a responsabilidade do futuro não está em deuses, mas em cada um.
E em meu ver, em naturezas, a do homem e a da sociedade, já que sociedade é construção de indivíduos.
O homem é produto do homem.

A espiritualidade é parte integrante do humano. Respeito todas as crenças e não-crenças, portanto não entendo quando dizem "existência não tem porquê". Sem fim, e sem sentido". Respeito, porém não quer dizer que não pense sobre - que é uma esquiva da responsabilidade. A responsabilidade de se saber, e sabendo, tomar para si.
Se sabemos, então preservar, entender os ciclos, manter-se em equilíbrio e integrado, é ação sobre as coisas, estar em consciência plena, nossa parte na construção do futuro que virá. Estar conectado à um todo natural, que existe antes de nós e continuará a existir.
A responsabilidade é maior porque sabemos.
 Houve tempo em que os homens estavam integrados aos ciclos da Natureza. Quando mudava-se o ambiente, o clima, a fartura, era tempo de partir, quando findava uma estação, outra se iniciava; era tempo de mudança e reorganização das prioridades, é momento de colheita (seja ela real ou subjetiva, de modo ampliado), de resguardo, ou de busca. É espelho do que acontece fora de nós, o que acontece dentro.
 É resignificar os termos.

Um exemplo, quando minha cadela pariu um filhote doente, debilitado, ela o cheirou, matou e comeu.
Fez isso com delicadeza. Esse gesto me ensina muito sobre o entendimento mudo e senciente dos animais sobre a finitude. O filhote não sobreviveria, e se sobrevivesse seria com dor e sofrimento. Ela é a mãe e fêmea, que dá mas precisa tirar também, quando é necessário.
É esse equilíbrio natural de que estou falando.
Os ciclos começam, terminam e recomeçam, na sua própria razão de existência.
O que se apresenta de uma forma, finda, e pode se apresentar de outra forma e formato depois.
Se e quando for o tempo.
Não quando o ser humano decide arbitrariamente abreviar vidas, ou tentar possuí-las.

Acho que a espiritualidade, está sempre presente, e pode ser compreendida como responsabilidade sobre o meio. E é respondente nessa compreensão. Há distorção nesse entendimento, quando é apresentada como "consolo", ou "superstição".
É deturpado e enfraquecido, eu penso, o conhecimento espiritual que se afasta dos ciclos da natureza - e por isso de comportamento naturalmente humanos - para ser substituído por atos e atitudes artificiais.
Chamo de artificiais aqui, todos os excessos e/ou artifícios humanos que os distanciam dos seus ciclos. O saudável, de modo simples faz bem a você e ao meio ambiente.  Dentro dessa questão, se alongariam infindáveis 'senãos', 'poréns', 'entretantos'...Não é uma dissertação ou uma tese. Estou me limitando a pensar o que pensei agora. Esse espaço é do pensar. Ser consciente unida à responsabilidade se traduz em ser consciencioso.
Aqui, espiritualidade é cuidado consigo e com o outro, é responsabilidade com a Natureza e tudo que vive.
Perdas, decisões, términos e partidas seriam muito menos dolorosas, ou sofridas, se tivéssemos um entendimento de plenitude no total e na unidade. Nós, um grão pequeníssimo na roda que circula.   Pareceria tão desimportante quanto é significante.
















Pensamentos no fim de um dia.

*Livro, O Existencialismo é um Humanismo, Sartre, J- P.

julho 29, 2014

Compasso que respira (..)

Antes era Vietnã, hoje Síria, Ucrânia, Iraque, Gaza... 
Pessoas em geral pensam que vida, é o que acontece com elas entre o nascer e o morrer. Esquecendo o que já havia muito antes de nós, e o seguimento muito depois. Quem tem filhos, ou está para ter, costuma pensar sobre isso, em que mundo vai nascer. Eu que não tenho, penso  nessa continuidade de vida-morte-vida... O que o individualismo vai fazer por este planeta? O que temos feito pra melhorar nossa convivência..
Não é pensamento individual que ajudará. Mas pode ser um começo.

Ouço essa música como um mantra atemporal, devido à tudo que acontece por aí...


julho 23, 2014

Cem Zen.

Conheci um praticante esforçado de yoga
e o esforço o impedia de voar.
Conheci um compenetrado adepto da meditação
e a compenetração o impedia de voar.
Conheci um devotado ritualista da religião
e o ritual o impedia de voar.
Conheci um atento observador da ego trip
e a trip do ego o impedia de voar.
Conheci um caminhante que não se esforçava
nem se compenetrava,
ritualizava, teorizava ou observava o próprio
caminhar ou caminho.
Quando olhei, parecia um homem que andava
mas é possível que fosse um homem
que simplesmente voava.
                    Ulisses Tavares.


julho 22, 2014

Fragmentos

Se fosse apenas, era pena do vôo raso.
Desanuviar as vistas, e entre o antes e o depois, o inclassificável.
Refeita de ser previsível nome, pessoa, endereço, destino desfeito:
só enquanto inquietante.
O desassossegado durante.
Espaço, tempos, fração.
 Se me satisfizesse em ser aqui e agora, era quase nada.
Deslimite. Apago. Borro os bordos.
Meu princípio é ser o sempre.
É feita em pedaços, as partes, as partículas, a fragmentária parte que engloba o todo.

A escolha da hora.
O passo vagaroso.
Antítese das maneiras
desacostume.
Deleite do meio termo.
À folga da morte
à biografia dos começos.
A memória do tempo,
Nada está como é.



Não me explico. Palavras são parcas. Abstrações precárias.
Me entendo com o interior. Os silêncios cheios. As intuições.

julho 21, 2014

O Menino e o Mundo

Era uma vez um menino 
que pegou emprestada as asas de fênix e voou
 guardou a música que ouviu
numa lata embaixo da terra,
Inventou beleza com os sons e a Natureza
pela forma como as via.
Era uma vez..
Era uma vez...
O Menino e o Mundo.





julho 18, 2014

Ídolo

Arte, Patrice Murciano
"Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida..          É a nossa Luz, não nossa Escuridão que mais nos assusta".
Nelson Mandela (18/07/18 - 05/12/13)

julho 16, 2014

Under the skin

  Abaixo da pele, os sentimentos são únicos, textura singular de envolvimento, inspiração.  Outro universo.

Oráculo da Deusa

O que parece disperso, está sob um sentido próprio de ordenamento. O que parece estar fora de lugar, se assenta, e se internaliza. Antes de realizar, o planejamento, a fluidez, a disciplina. A organização é orgânica; é móvel, dinâmica. Observo meu ritmo, meu tempo, e os retornos. Nu Kua é ordenamento sereno.

guardar o essencial



Interregno

Faxina de coisas guardadas por muito tempo. Muitas fotografias, e bilhetes, cartas de amor,
cartas de términos, amigos que se mudaram,distância apenas física; cartões, lenços, dedicatórias, pedidos, desabafos, ira, alívios. Ciclos.

Alguns eu decido guardar, e por quê, quem decide é a intuição emocional.
Ver ir embora limpa, e dá lugar pra atualizar bagagens, novas apreensões.
Não é jogar fora, é selecionar e discriminar.
Não se elimina, se renova, esse é o ordenamento.

Oráculo das Deusas

Lugar de meditar...

julho 13, 2014

Rock my world

Primeira música de rock n' roll que ouvi foi 'O astronauta de mármore' que era uma regravação da original de David Bowie. Década de 90 em Salvador, pra quem gosta de rock era Lisergia, Inkoma, Cascadura, Scambo, Dois Sapos e Meio, Palhaços do Universo, Alhos e Bugalhos, The Dead Billies... E o local era o Calypso (ou Colapso, entre os mais frequentes e íntimos) Café e Cultura, ou Anexo. Adolescência, de camisa do Legião Urbana e Nirvana. Gosto até hoje.
Nirvana era minha febre. Tinha não só as camisas, as músicas todas, lia tudo a respeito, gostava de discutir se Polly era uma mulher que foi aprisionada, se Heart Shaped Box fala do casamento de Kurt e Courtney ( gostava dela, às vezes detestava), e que Come as You are, era banalizada por todos e sub utilizada nas rádios e pela mídia. Aprendia a gostar da poesia com distorção de guitarra, com volume alto, e voz rasgada, e gritada. Cheguei a dormir com a bandeira do Kurt, como cobertor. Queria dormir  e sonhar com as possibilidades, embalada pelos acordes..

Quando se tem 15, 16 anos... Essas músicas falavam muito de desilusões, de amor, encontros, reencontros de ser um E.T. entre as pessoas. Música salva a gente, quando tudo o mais é em tons cinza. Adolecer,  na palavra embutida de intensidades sem fim. Portal magnético dos sons que levam e trazem emoções. Você põe pra tocar, e não está mais sozinho. Aquela música, ritmo, a melodia, e estamos todos no mesmo lugar.
Porque se o gosto é por isso ou aquilo, o tema da música é universal. E se falamos de encontro, de perdas, de uma noite fantásticas com as sombras da cidade, em qualquer lugar nos entendemos. Música é linguagem comum pra qualquer parte do planeta.
Lou sempre cantou loas de personagens insólitos e adoráveis, com amor incondicional.
Que pessoa não sentiu a leveza de um amor novinho com Robert Smith eufórico em Friday i'm love ? Ou reafirmou suas convicções feministas com Woman is the Nigger of the World. A temática gay está clara e muito bem humorada numa letra que diz "Pra que pensar na complexidade do mundo, quando o couro é macio e liso no banco de passageiro? Será que a natureza ainda vai fazer de mim um homem?" Oooh, this Charming man... Ideologias em Cazuza.  Guns of Brixton fala do confronto entre polícia e civis, e fazia lembrar no incidente na escola de Direito da Ufba, em 2001, época do coronelismo de ACM.  Plebe Rude e as letras de vanguarda do rock nacional, sobre o fosso social entre as classes. Fosso não, cânion.


As desilusões amorosas tem opções de sobra pra fossas cada vez mais profundas. E se é pra sorrir e se divertir, os eternos meninos do Ramones são ótima companhia.   Da escolhas do Grunge, Screaming Trees, Pearl Jam, Alice in Chains... Dos 17, 18, 19 anos o som foi mudando Mais glitter ! Do xadrez, e calças rasgadas, pra Glam Rock purpurinado: T-Rex, Bowie, Lou Reed e The Velvet Underground, Venus in Furs, Alice Cooper, Tutti Frutti, Mutantes e Secos e Molhados, o Brasil também me inspira, e muito. Mas o Brasil copiava muito do estrangeiro, no L.U. Renato Russo ora copiava os Beatles, ou o Joy Division descaradamente. Ele queria ser Ian Curtis, e eu brincava de cantar isso tudo. Uma delícia. Nem falei da fase gótica e pós punk, Siousie and the Banshees, Echo and Bunnyman, Bauhaus, The Cult, The Cure, e Joy Division. Neste último, um amigo disse que eu fiquei obsessiva, "toque de novo.. a última vez!"  Recuperei um álbum "Sanctuary" - 26 gothic anthems. O filme Velvet Goldmine, eu vi tanto, que decorei as falas. O visual nesse calor infernal era difícil, mas se a maquiagem borrava ou o esmalte era descascado, pra mim tanto fazia, até melhorava a intenção.

Depois da adolescência, os sons foram variando, dos mais sérios até os mais toscos, que meu gosto é como uma miscelânea democrática e bem humorada. Pode ser Pink Floyd, pode ser Sociedade da Grã Ordem Cavernista apresenta sessão das 10". Pode ser Belle and Sebastian or The Stooges,  Astrid Gilberto ou The Clash, Led Zeppelin ou Lula Cortez e Zé Ramalho no Paêbirú. Chuck Berry para dançar ou Simon e Garfunkel, para lembrar de quando batia na altura dos joelhos e via a cidade de um Passat verde musgo. Me encantei por Bob Dylan e ainda tenho uma gaita aqui! Até os clássicos Jonh Lee Hooker, Mississipi Blues, Janis, Edith Piaf, Chet Baker... A fase blues e folk não passa, nem passará.
Sinto todas as fases e todas as idades. Vou e volto nelas e ainda redescobrindo rocks atuais.
Ainda volto cá, pra acrescentar, editar, já que sei que deixei de fora muitas bandas da lembrança emocional. Trilha sonora de memória emotiva infanto juvenil e adulto.






Legendas: meu carnaval Nirvana, Joplin in aquarela, beijo Jonnny Rotten and Sid Vicious, Jonathan Rhys Meyers e Ewan Macgregor Velvet Goldmine, Patti Smith - Horses, Cate- Bob do filme I´M not There,
Bauhaus álbum, "punk not ded" de Persépolis, Iggy-yoga, ternura: Kurt and little cat, Robert Plant e o símbolo da paz, Rock me Mona Ramones.

Lescívia


O destino é ironia. 
 a evolução é irônica, porém não burra. Gênero é performance.


* Tela Incandescente

julho 08, 2014

Tarja Branca, um brincar adulto.




Existe uma multidão de bobos por aí.  Muitos adultos. Temos muitas idades, muitos tamanhos reais. A infância é uma fase mágica que costumam romantizar sem seriedade lúdica. Não porque é idealizada por poetas, pintores, artistas e até acadêmicos, mas porque carregamos pra vida inteira. 
 Em todas as fases da metamorfose da vida humana, somos nós os transformadores dessa condição. Trazer o imaginário à tona na adultez, é recuperar uma parte nossa esquecida, ou empoeirada. O imaginário, pertence à natureza humana, e nos dá equilíbrio. As vezes cair é com graça. 
O que há de graciosidade nisso é o prazer que se tira do absurdo. Tirar de dentro o seu brincante
No imaginário, existem os sátiros, o curupira... Já o bicho-homem tem seu brincante quando faz essa ligação com o imagético pessoal.

O que nada tem  haver com ser ou não ser "sério", ou "respeitável", mas com o driblar condicionamentos que atropelam. Robotizam. (Ponha 'sério' no dicionário e verá sisudez, severo...) O mais provável é o sério e respeitável  tenha mais haver com solene, austero, soturno; do que a seriedade fluida da adultez. 
Se o filme fala da Folia de Reis, do Bumba meu Boi, dos Mascarados, ao Cavalo-marinho, eu acho que é o terreno intuitivo, original, que escapa completamente à razão, mas a gente entende do que é. 
É uma imagem libertadora da força do lúdico, que atravessa todos os tempos, as idades, as seguranças inseguras, pra desaguar na necessidade psíquica. 

O poder transformador do riso, de que uma das pessoas fala no filme, tem que passar pelo neurocientista, psicólogo, pedagogo, sociólogo, antropólogo, e não sei mais quem, que com estudos em Harvard, traz que o riso solta o corpo, faz sinapses novas, oxigena o cérebro, estimula os neurônios...  Pra chegar à conclusão do rejuvenescimento e alegria que causam no corpo, no coração, na alma saudável.   Ufa..Até que enfim..! 
Já não era sabido quando se brinca com seu filho/a, quando faz caretas, quando entra num jogo,   qualquer que seja, e dá uma gargalhada gostosa? Muitas mulheres eram proibidas de gargalhar porque isso era considerado obsceno. Rir alto, o dar gargalhadas é uma libertação do corpo, muito parecido com o orgasmo, mas também das convenções sociais. E passado se mostra na história que assimilamos. (Ou não!) 
Só pra não deixar passar, pra Piaget e Vigotski o jogo e a ludicidade tem caráter primordial no desenvolvimento da criança em inúmeros subníveis, de afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade, criatividade...entre ela criança, e o universo infantil e o meio adulto. O brincar é atividade que constrói significados através dos signos culturais. Mas e o brincar adulto..?

Tudo bem, então os cientistas sociais concordam com a voz da cultura popular. O jogo da capoeira é um brincar sério. Há mestres de capoeira que são sábios brincantes de nos ensinar pela sabedoria do corpo aquilo que passa por outras inteligências, e outras ordens, no olhar e movimento do corpo.
É bonito de ver. É uma espécie de transe organizado no coletivo e atividade profundamente lúdica.

Fico pensando porque nós temos que passar a vida inteira, essas etapas todas, idades, até praticamente à velhice (ou melhor idade, como queira..), sendo carrascos de nós mesmos, censurando ou reprimindo a criança incrível e bela que temos, e que a todo momento está ali incansável, cutucando e sorrindo, nos chamando pra brincar.
Acho que não é tão tranquilo, esse resgate do lúdico adulto, quando se passam anos na malha social engessante. Parece mais fácil ser como os outros, não se deixar tocar pela delicadeza, aprisionar o ser sensível, intuitivo e criador dentro da gente. 
Mas também não é confortável a gaiola que nos metemos. Padronização que embrutece.
Aí, o que acontece é a mais pura magia, e de nossa criatividade infinita, o incluir entre uma situação e outra, entre a moldura que nos impuseram(e nos auto-impomos), os acordes sensíveis de não perder a essência do brincante. 

Vejam esse filme. Qualquer um, de qualquer idade. Eu podia ficar aqui falando pra sempre, (mesmo), rs, e você vai ter só uma ponta do vislumbre de que to tentando dizer. Veja e se desarme. Desague, ame.  

julho 07, 2014

                                                                               Foto minha, poema Lemiiiiinski .

"Das coisas que fiz a metro 
todos saberão
quantos quilômetros são
Aqueles em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos
não".



julho 04, 2014

Pegar no instante

Pegar no instante, não é capturar o fugidio
nem eternizar a si mesmo pela palavra.
Seria antes a tentativa de sorver dessa fonte transitória.
Dissolve-se em aquarela de tintas.
Esquecer-se do que sabia.
Apagar o seu nome.
Apagar e reescrevê-lo,
Liberdade antes dos nomes
                                                                                              Poema meu, foto da web.
     

Arvorecer.


Se solidão for solistência, e se dor for na verdade, resiliência... há outras interpretações por experienciar.

Não é cactus, mas uma árvore que nasce e cresce sobre a rocha. Ao primeiro olhar, o que me vêm é resiliência.

Seleção Brasileira


Como não posso deixar de torcer que nas eleições(já começou), também haja esse interesse social, humano, participativo... Seria bom de ver também! 
Bora Brasiiiillll... nas urnas. rsrs Bom senso pra pensar noutras escolhas  
É a ressaca da bola pra realidade...

Jack O' lantern