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agosto 19, 2014

Oculto não verbal

Eu, dentro do silêncio digo infinitas coisas. É que no espaço do silêncio, há sons que não se ouvem,
os ouvidos destreinados.
O treino é fino e sensível tear como os fios nas ondas. Antes de ver, se pressente o marulhoso mar.
Grande, denso, interminável. É tal como fechar os olhos e ver mais.
Há palavras que só podem caber nos silêncios.
Mais perfeito segredo é dito como os sussurros dos ventos.
Significantes e cheios silêncios, que enchem o ar ensurdecedoramente.
Meus silêncios são eloquentes.
Podem ser um não enfático e persistente.
Ou um sim cálido, macio.
Silêncios sentidos mais baixos de todos os sons audíveis:
digo em límpido e claro verbo -
Ouve me


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