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dezembro 11, 2014

Literatura Jung e Academia

Retorno depois de passar meses sem nem aparecer pra olhar aqui.  Me dediquei de corpo alma, e demais esferas da física e metafísica a fazer um estudo científico na interface Psicologia Analítica e Clarice Lispector.  Exigiu muito, em muitos momentos, me consumiu tempo, dinheiro, deixar de ver gente. Aconteceu o seguinte, gostei disso. E há outros sentimentos que vieram em consequência desse aprofundamento, vontade de me especializar nisso, vontade de compartilhar saberes apreendidos, vontade de ser mais organizada, disciplinada. O yoga e a meditação, neste processo é vital, pra não dizer imprescindível. Muitas pausas, momento do chá, da respiração, da meditação. Levo um tempo na organização de tópicos de interesse; a Individuação, o Anima e Animus, o caos orgânico da Sincronicidade, em tudo fazendo paralelo com a linguagem de Clarice. Acho esse terreno extremamente estimulante, sedutor. Estou agora no cuidado e energia, de manter os laços mais fortes dos mitos e lendas com a academia. Alguns torcem o nariz, outros não entendem nada do que estou a dizer, outras tem um brilho nos olhos, vislumbre de antevisão, como que sabem que há caminhos possíveis.

Para isso ainda tenho que ultrapassar preconceitos velhos e novos, os academicistas então... Dentro do reduto dos junguianos é mais calorosa essa acolhida. Tenho descoberto muitos outros autores seguidores de C. G. Jung, as fenomenologias do inconsciente, os processos estruturantes da psique, em combinação com processos naturais do paganismo.  Tenho me surpreendido comigo. Ao passo que sei que tenho que ter humildade  e caminhar devagar, ler com calma, debater as idéias comigo e outros, ter paciência quando não "assenta" (porque tenho o tempo da internalização - aliás todos nós temos), aceitar meus limites. A normatização, equilíbrio de palavras, explicação, ordenamento, tradução, síntese das linguagens... 
Os formatos de resultado do trabalho. As normas de adequação científicas - e as inúmeras metafísicas do conhecimento oculto: os arquétipos antigos, a simbologia cultural, a arte que expressa o sujeito, e o sujeito se desdobrando nas expressões da Arte - aproximar uns dos outros. Sim, é possível.
A Psicologia de Jung não é somente a psicologia analítica, e sim, a Psicologia dos Complexos, porque aborda complexidades em camadas mais profundas... O modo como Clarice Lispector e C. G. Jung se entrecruzam, foi atestado da similaridades sincrônicas. Um deu respaldo ao outro. 

É uma jornada maravilhosa a que me dispus. Tenho vontade de espalhar as coisas que descobri, compartilhar, não guardo nada pra mim, o Ar e Fogo estão de mãos dadas pra garantir foco, determinação nos objetivos, expansão do conhecimento. E Terra, a concretude, a realização. Há muitos passos a dar, já dei alguns dos quais estou feliz comigo mesma, outros, buscando as ferramentas necessárias, as pessoas dispostas, e sim claro, a ajuda que vem  de modo holístico das Deusas. Tenho feito continuamente esse contato a buscar também orientação além de agradecimentos.  

Minha frequência aqui é irregular, de modo que aos poucos, e com carinho venho desaguar essas descobertas...

Leituras de férias:
Marie-Louise Von Franz
Nise da Silveira
Michael Fordham
Carlos Byington
Clarissa Pinkola Estés
Erich Neumann
James Hillman
Clarice.
 Sem esquecer ...  'leia  todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana'.

Um comentário:

  1. E quando você encontra sua essência dentre esses caminhos, e há um reconhecimento daquilo que é sua maneira particular de lidar com o cosmus. Essa mesma imensidão, a do universo passa a enviar sinais sincrônicos. E quando se está atento a esses sinais, esses caminhos agregarão em si sentidos que só quem os vivencia/vivenciou poderá passar adiante...in crescimento in evolução!

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