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dezembro 24, 2014

Vidarte

A tragédia em cena já não me basta. Quero transportá-la para minha vida. Eu represento totalmente a  minha vida. Onde as pessoas procuram criar obras de arte, eu pretendo mostrar o meu espírito. Não concebo uma obra de arte dissociada da vida.

 Antonin Artaud, pra toda a Vida.

"Um nome para o que eu sou importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis.
Porque foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de 'a protetora dos animais'. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...]
No entanto, o que terminei sendo e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima. É pouco, muito pouco."
[...] "Nesse âmago tenho a estranha impressão de que não pertenço ao gênero humano"

Clarice, pra todas as vidas que houverem.


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