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agosto 21, 2015

Não Merecemos

Se o cristianismo tivesse razão acerca de um deus vingador, da pecaminosidade universal, da predestinação e do perigo de uma danação eterna, seria um indício de imbecilidade e falta de caráter não se tornar padre, apóstolo ou eremita e trabalhar com temor e tremor, unicamente pela própria salvação; pois seria absurdo perder assim o benefício eterno, em troca da comodidade temporal. Supondo que se creia realmente nessas coisas, o cristão comum é uma figura deplorável, um ser que sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo.

(...)

Nietzsche

Um comentário:

  1. A Bíblia deveria ser resumida apenas à passagem "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Todo o resto é secundário e, muitas vezes, descartável.

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