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março 29, 2018

29.03





















Não foi tão difícil como imaginei.  (!)
 Na verdade foi tão bom aniversariar com amigos, e queridos, por perto deu um calorzinho dentro, fez do corre dos dias, uma pausa bem interessante.
Teve bolo sim, parabéns, teve som de Candice Fiais e Soulshine Blues (!!!) que presente ouvir bluegrass e country original ! 'TEVE' surpresinhas ... Boas, inesperadas. Conheci mais pessoas.

Final da contas, resumo da ópera, nada foi blues, ou melhor,
foi ! e desse modo foi tão, tão bom... Encontro de afetos.  But  It´s just another day




março 17, 2018

3.8.

...chega os 38. e chega também outras urgências.    A velha-eu está aqui bem firme e forte dizendo pra continuar sendo a velha-eu.  A nova-eu é um raminho verde brotando, não tão frágil e nem tão forte.
Apenas inseguramente existindo. 
Meio cansada de consolar as dores de alma. Meio sem saco pro aniversário da cidade que calhou de ser meu dia também. Sem nada pra tolerar também esses festejos, todos iguais, como sempre, nessa cidade que tenho sentimentos ambíguos: pertencimento-nunca pertenci.
Luta e lutando diariamente pra não me entregar à depressão, bem real que ronda. Força, viço de viver, fenecer e me entregar exaurida, exausta, melhor parar.

O desejo de Amor, de ser comunicativa, de transformar por práticas igualitárias me impelindo simultaneamente a rugir minhas urgências. Tanta demanda. Tantas ações e esperas, vontade de não ser sozinha nos desejos, vontade de ser compreendida, e "não serás tão alienígena" nos teus sentires-devires poéticos.
A verdade é que vencer esse bicho-mulher, e esse monstro horroroso que tenho em mim, tão múltipla plural, e feroz; não há flores suficientes nesse mundo pra cobrir o cheiro fétido, tanto quanto o perfume discreto.  Qualquer um, não tem, ou teria coragem pra atravessar os espinhos, até finalmente chegar na flor.
A flor se retroalimenta, somente dos desejos. o sentir e nutrir por si mesma.
Tem muito a reclamar, e se acha pouco o que acontece intrapele e extrapele, então a realidade não é a mesma pra nós.
 Saudades agora de Clarice, Deusa suprema e maior, que quebrou o átomo da palavra e inventou outras inexistentes, como pintura pra ser lida, neologismos que eu me abrigaria, com prazer sim.

Amanhã vou ler isso, e sentir que, novamente exagerei.  Mas dane-se, maquiar tanta demanda² tempo e sem saco e vontade pra enfeites.   Amanhã, vejo.

Aterrisar, e atravessar....

fevereiro 18, 2018

sweet then wine

Um sorriso meio de lado
felinamente
que esgueiro...

carros se chocam
pessoas se reencontram
é a mesma sensação
um vulto estranho, um reencontro
constrangimento( o que significa?)
atrito de sensações, olhar vesgo
momento de lampejo
beleza, entreolhar, reconhecer, um momento de saber.
depois volta, e... outra coisa segue-se
sabemos
sinfonia, orquestra de tumultos
gritos internos nos dizem
outras coisas menos nobres verdades, que camuflam
mas há verdade
"sou esperto o bastante, saberia! saberei."
Do contrário o que teríamos, momentos vagos
indizíveis, indecifráveis
Era eu, era você, Eramos nós
Bad luck?
Whatever...
Outrosim, éramos instantes querendo
porque o querer não perdurará
no seu querer.

Continuamos querendo
encontros haverão'
Há de haver, encontros sem "trombadas"


( Isso pede Lou-Bowie, padroeiro dos caminhantes desencontrados, reencontrados)
















janeiro 31, 2018

PLC


Ano passado entre vários tarefas, tumultos internos e externos, estudos, clínica, formação, etc. Me aventurei num curso de extensão da Ufba. Estudo do pensamento de várias mulheres, na perspectiva do lesbo-feminismo. Muitas outras companheiras que se entusiasmaram com esse tema, daqui de Salvador,  de outros Estados e cidades, se encontraram na plataforma virtual moodle da Ufba.
Lá tínhamos os fóruns de discussão das pensadoras, biblioteca compartilhada, livros e lançamento de eventos ( sim tivemos uma jornada presencial no PAF 1, da Ufba), e principalmente o envolvimento com faces do feminismo construído no séc XX e XXI. 

Imersão em e sobre afetos, performances, feminilidade, construtos sociais, teorias lésbicas, violências, feminismos, interseccionalidade, artes, educação, deficiência, capacitismo...

Pensamos a partir das autoras Miriam Pilar Grossi, Adrienne Rich, Jasbir Puar, Judith Butler, Audre Lorde, MH/Sam Bourcier, Gloria Anzaldúa...
As trocas eram entre nós em cada grupo, safo, labrys, velcro, lesbos, e outros nomes sugestivos, onde rolavam os debates. Construção final num artigo científico ou vídeo performance como TCC. 
Escrevi sobre Mães hétero e Filhas lésbicas, questões e tensões de família, gênero e orientação sexual. 
Assim que possível e autorizado, disponibilizo cá.

Não vou conseguir transmitir por aqui, os significados vários, amplos imensos desse mergulho sáfico. rs. Mas que foi uma jornada deliciosa foi sim.




Pra quem achava que parei com minhas militâncias.... Elas só foram se afunilando de uma espiral maior pra desejos mais diretivos.

janeiro 29, 2018

da dúvida e outros confettis

Análise do medo
da sexualidade orgulhosa
no planalto: crucifixos
na boca do povo: lascívia de samba-enredo
esbórnia ideológica
carnaval na tríade samba-suor-cerveja
produção de devires
do desejo.
Assim até eu gosto.
febril e felizmente

amor e outros confettis
só depois da quarta de cinzas
fragmentos
se houverem.



Análise de crise(s)

Difícil é Ser
em Estado teocrático
manipulação legitimada
a farsa teatralizada, e
televisionada.
Globeleza nos corpos, e nos pensamentos comuns
banalidade do órdinário
mais vale uma bunda que rebola, que
pensamento em movimento; ação que concretiza.
Crise do eu, do sou e do somos
equação da depressão política.
Manifestação do ridículo emplumado, envernizado,
e amestrados, os títeres repetem;
mentiras óbvias, relinchos cuspidos, becos sem saída.

vociferar nas ruas,
ou repetir o scrip neoliberal
eis a questão.
Haverá amanhã, pra nascer feliz?

de nossos corpos dóceis
de cabeças embotadas,
esvaziadas.
rebolations, simulacro cultural
fedor que se espalha.
Nós somos paródias
nas manchetes do outmundo
risíveis.

Análise das desrazões
no Brazil faz de contas
pois a crise pode ser cega
da razão
mas nos pega no bolso,
e no sentimento ambíguo;
"Tô fazendo merda, mas..."
é que crise não é só política,
é também cognitiva e emocionada.
E nesses tempos, emblemática
dos vícios
e padrões
que não dá mais pra descer.



janeiro 17, 2018

Tenho me servido
frequentemente, de verdades bêbadas.
antigamente, quando eu era outro eu;
mais antiga, displicente e talvez aberta
as verdades jorravam, afoitas por dizer, por expressar
por subirem à tona
muito longe de ser superficial
 e nem ao menos pensava no medo,
intuia: escrevia.
Alguém me disse que a simplicidade
era o mais alto grau de sofisticação.
Nunca duvidei.






ruído rápido

Continuo aqui, mas mais presente nos meus cadernos
PORÉM..
há brincante por toda parte,
angustiante nada, cansada um pouco
mas nada que interfira:
um mais outro é poesia
mais/menos é poesia
trocados por outros trocados,
e trocos de outros pormenores
continuam grandes e maiúsculas,
 porradinhas urbanas
que nem são, ou foram pequenas.

Ontem escutei alguém falando de quem eu era
parecia alguém tão conhecido,
quase reconheci,
será meu destino
me parecer comigo: (?)
E à menor dúvida, retornar aos hábitos horrorosos
 { haverá pistas, atalhos, sabedoria? }

Retomando, de modo caymmi,
que é o meu modo
ao blog

umas vontades aletórias e urgentes de cuspir, arder,
não fazer sentido,
barulhar
marulhar
cócegas
e desvios aos desvãos.



vem vão e virão...

 ariscas, urgentes. Cadernos e mais caderninhos sendo escritos.
Nem tanto aqui, mas a escrita sempre em contínua impermanência.
Não deixo de dizer o que digo, só não tem sido público..rs

Mad World (e 80's)




Digam o que quiserem, mas os anos 80' são os melhores de todos os tempos.
(Nem nunca vi pessoas mais loucas) Ou mais gays.












tente não (só) ver, mas ouvir.   e se transportar por mundo de ombreiras, batom lilás, jaqueta, cabelo armado, brega chic, tecladinhos sonoros deliciosos...